“Te aceito devagarinho, entre um riso e outro.”
— Chão de folhas.
I am the sea and nobody owns me
Eu abro a conversa, fecho. Escrevo, apago. Leio, releio. Olho a foto, sorrio. Lembro, dói. Sinto falta, raiva. Acho que saudade não tem tradução porque mais difícil que sentir, é dizer.
É ela. Não tem jeito. Pode passar dias, meses, anos, o tempo que for, meu coração sempre vai pular de alegria ao ver aquele sorriso. Mesmo que por foto. Ou, simplesmente, ao ler palavras tão simples e pequenas, mas que envolvem tanto sentimento, como um: “tô com saudade” ou “preciso de você perto de mim”. Basta isso. Só isso. Ela é a dona de todo esse amor que eu guardo aqui dentro. Que é ela o motivo de toda essa felicidade, de toda essa paz, de toda essa certeza de que tudo vai dar certo. Agora ou lá na frente. Eu digo e não tenho dúvidas: é ela. Só ela. É tudo por ela, para ela, com ela.
Eu me sentia como feito de areia, e tudo em mim era apagado.
Antoine de Saint-Exupéry, “Terra dos Homens”, pág 112.
você adia
porque nada mais
te assusta
do que a certeza do fim
céu de júpiter
